sexta-feira, setembro 07, 2007

le moulin d'Amélie Poulain.

Ela gritou, esperneou, ofendeu-me. As palavras atingiram-me em cheio na cara e no coração, esventraram meu corpo sem dó nem piedade.
Com as lágrimas caindo solitariamente pela bochecha, salgando-me a boca, penso apenas na falta que me fazes. Penso tanto nisso que choro ainda mais, de mãos cerradas e apertadas, alma a nú. Queria-te tanto aqui, o teu abraço sempre demasiado pequeno para me envolver mas bastante. Bem sei que isso não vai acontecer, e que bem posso morrer aqui na água salgada do meu corpo. Mas as saudades que sinto de ti fazem-me morrer respirando ainda cada sopro de ar, sem hesitação. Porque nada me faz desistir da ideia de que, um dia, me aparecerás, pequena e sorridente, cara de idiota chapada, abraçando-me novamente. A esperança desse encontro faz-me levitar, lacrimejar pequenas gotas de alegria pelo meio do sal triste. Decerto que amanhã não será a véspera desse dia, but honey, o Abraracourcix há-de estar enganado um dia deste, e, nesse dia, sugarei de ti tudo aquilo a que tenho direito. It ain’t over til it’s over!

6 comentários:

Cate disse...

És mestre.

Caroca disse...

uau.

Sofia disse...

Porque é que eu só descobri agora que tu tinhas este blog???

Depois eu é que não digo nada...

Francisca disse...

ora buelas!! quem é a mariana???

chandler m. bing disse...

a Mariana é a princesa das Letras e dos castores. don't worry, que ela não vai atacar o teu condado :)

maria disse...

eu tambem nao sabia..e uma dondoca tem TAO q saber sempre tudo!